terça-feira, 18 de novembro de 2008

Vivendo e negando a Sociedade Perfeita em uma noite.

Imagine a Sociedade Perfeita. Esta, não tem nenhum estinto temporam impregnado, sempre há a mesma intensidade luminosa todo o tempo, você se perde no tempo e no espaço, as pessoas nascem e continuam sua vida normalmente sem que lhes sejam forçados a fragmentar o tempo, do bebê ao adulto você não tem o sol girando em torno da terra, nem um trabalho que limitem seu tempo, ele continua sendo contínuo. Essa mesma sociedade perfeita produz um único produto, em que toda a população trabalha, o trabalho não tem limitações por horário como disse, você entra e saí a hora que quiser. Esta também não tem estado, a sociedade se organizava de maneira horizontal, todos tinham voz de mudança, mas não haviam mudanças, a sociedade era perfeita; não há roubos, todos tem trabalho e trabalhavam o quanto quisessem, ganhavam o mesmo produto, não havia dinheiro, não havia o tempo, e quase não havia limitações no espaço o que também soa bem estranho, você imaginar um espaço ilimitado onde pudesse caminhar para todos os lugares sem ser barrado. Esta mesma só havia uma única religião, onde todos eram adeptos.

Eu estive nesta sociedade essa noite, e vou contar como ocorreu essa esperiência e por que eu a neguei.

Aconteceu que ontem eu fui dormir umas 2:30am já cansado, mas eu acordo neste lugar lindo.
Tudo era limpo. Não acordei numa cama ou num quarto, acordei no meio do chão e no meio da rua, ao meu redor algumas outras pessoas também dormindo nesse chão. A cidade era completamente limpa, não havia cheiro nenhum, e era absolutamente normal as pessoas dormirem no chão das cidades. As pessoas não tem nome, nada que específique uma pessoa, são todas iguais. Então eu, agora um sem nome, como um grão de areia numa praia, apenas mais um sem nada específico. Vou para o trabalho, este trabalho é muito simples e todos o fazem, são plantações e mais plantações em todos os lugares de uma única fruta que as pessoas se alimentam. O trabalho era sempre o mesmo, eu trabalhei um pouco e quando cansei eu fui embora, como o de costume.

-É interessante resaltar, o quanto eu me sentia perdido nesse mundo perfeito, passou todo o tempo iluminado, eu passei um dia que valeu como uns 10 aqui na terra, eu passei muitas horas trabalhando, não me preocupava com nada, nenhuma obrigação, nada a fazer !-
Ao sair do trabalho, encontrei-me com algumas pessoas que passavam por perto, conversei um pouco com essas pessoas.

-Aqui é outro ponto legal de se imaginar, imagine que as pessoas são todas iguais, e que nenhuma tem nome nem nada que a identifique. Sendo todas as pessoas iguais, você parece estar falando com a mesma pessoa sempre; a pessoa que você conversou ontem, você está conversando hoje, mesmo sendo pessoas diferentes. Não há diálogo quase nenhum, as pessoas não tem o que conversar umas com as outras, não há peculiaridades.-

Essa cidade perfeita quase não existe construções nenhuma, como eu disse também quase não há limitação de espaço. Como o clima é sempre o mesmo, e a luz é sempre a mesma, então é um imensso aberto, não há lojas nem algo parecido pois não há dinheiro; quando você quer umas frutas para comer, você simplesmente pede para qualquer um que ele lhe dará. Eu então pedi uma fruta, e comí, esta fruta tem tudo que nós precisamos, não tem gosto nem cheiro, é uma fruta perfeita criada em condições perfeitas, ela não precisa de gosto nem de cheiro.

-Como é impossivel acreditar nisso. Nós somos limitados demais para acreditar que seja possível uma sociedade tão simples !-

Depois eu fui para o lugar onde as pessoas se encontravam, era uma casa sagrada onde se ouvia conselhos de um mestre. Eu estava em crise, era uma peça defeituosa, eu me questionava sobre o mundo. Mas eu acreditava que não sabia, e por isso tive que perguntar para a religião.

-A religião aqui pode parecer um poder isolado, mas não é, essa religião foi criada por todas as pessoas, onde colocaram alguns dos pensadores para comprir outro trabalho, eles tinham alguns objetivos; a religião era quem cuidava da distribuição das frutas produzidas, e quem deixava as pessoas o mais horizontal possivel, elas não queriam nenhum lider, não queriam que nenhum grupo se imponha em cima de outro grupo. As pessoas tinham que ter o mesmo, para serem consideradas iguais.-

Chegando onde fica o mestre, eu questionei a ele sobre a vida, qual era a importancia de nascer e morrer, por que continuar com a humanidade?

Ele nada disse, e me alertou que eu estava tentando sair da horizontalidade, que eu estava com pensamento de ser superior, que eu deveria voltar a acreditar que era igual a todos.

-Claro que eu era igual a todos, mas não sei o porque eu tive este pensamento, o personagem que está falando pela religião está tentando me colocar de volta no mesmo pensamento de todos, para que eu seja feliz fazendo o que eu faço. Não é algo ruim, é algo bom, que a sociedade própria fez, ela queria que todos fossem felizes, só isso.-

Nesta sociedade há também uma única forma de "diversão", todos após o trabalho se reunem e fumam algo, que os deixam felizes, artificialmente, mas felizes. Esse produto também sai do mesmo trabalho onde todos trabalham.

Eu, como uma peça defeituosa, continuei a negar esta vida, achava esta artificial ! Voltei à religião e questionei ela de novo, a onde estava a felicidade de se viver ? Me pediram para experimentar algo novo, que ninguém tinha me falado antes, falaram ser uma droga sagrada que o leva na presença do divino.

-O que eu mesmo não sabia, é que a mesma fumaça que as pessoas fumavam era totalmente venenoso se colocado direto na veia. Fui considerado uma peça defeituosa, e fui descartado da sociedade. Acho que era o que eu faria se visse uma peça defeituosa arriscando a felicidade de toda uma sociedade perfeita.-

3 comentários:

Anônimo disse...

Não era perfeita...

virtualjoker disse...

por que não era ?

Anônimo disse...

porque se fosse vc não desistiria dela! Seria Perfeita!!

 

Site da Psicóloga e Psicoterapeuta Bianca Galindo terapia online